#PODEROSAS

Quem nunca quis compartilhar um pouco de seu dia a dia e conseguir milhares de seguidores e likes? Batemos um papo com as influencers Flávia Malheiros, Naty Graciano, Carla Kawamoto e Micheli Fernandes, que nos contam como arrasam nas redes.

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 😛 1. Flávia Malheiros, advogada e blogger

Você é advogada e blogger. São coisas completamente diferentes. O que você mais gosta em cada uma dessas coisas e o que cada uma te proporciona?

Hoje, o que gosto mais na minha profissão é a minha história. A minha história como advogada, eu não tenho ninguém na família advogado, não teve ninguém ali chancelando. Mas eu tenho uma trajetória que eu me orgulho dela. Eu não tive nenhuma facilidade pra eu poder advogar. Tudo foi fruto do meu trabalho durante um ano numa grande empresa, a Companhia Siderurgia Nacional, e eu direcionei todo o meu salário durante um ano pra montar aquele escritório. A minha história é o que eu gosto mais, mas é uma profissão que é um flagelo quase, não é simples ser advogado.

E blogger?

Então, o blog é minha válvula de escape de tudo isso. Eu comecei muito por acaso. Foi por incentivo da agência que faz o marketing do escritório. O diretor de criação trabalhou com moda e um dia eu soltei pra ele que queria ter um blog. Na mesma semana que ele me mandou a proposta, a Dona Boutique, que eu era cliente, me chamou pra fazer um trabalho. E aí meu marido, que é um executivo, eu pensei “não, ele vai preferir a advogada low profile à blogueira que se expõe”, foi lá e pagou o site. Assim que começou, foi um raio.

E sua relação com moda?

O meu instagram ele tinha uma conotação assim, os seguidores, mas era um perfil pessoal, tinha 2 mil seguidores. E os amigos falavam: “Flávia, faz um blog, faz um blog”. A minha principal preocupação era o tempo, parceria e eu tinha uma certa barreira, um preconceito, porque eu falava “como que um dia eu estou advogando e no outro estou tirando foto?”. Como hoje, a gente vai pra Paulista, um lugar que eu estou duas vezes por semana em reunião, porque eu sou o comercial do meu escritório, hoje vou me trocar na Paulista. Mas isso eu superei, não tô nem mais aí, tem advogado que é roqueiro, tem tudo e eu sou blogueira.

 Você é meio camaleoa. Tem vários estilos. Mas se fosse uma coisa pra definir a Flávia, o que seria?

Jeans. Uma roupa que não pode faltar nunca é jeans. tudo jeans. E não tem uma mulher que não fique jovem com jeans, você bota Luiza Brunet de jeans, pensa que coisa maravilhosa. Esses dias eu vi uma foto dela toda de jeans, uma calça jeans e uma camisa, toda de jeans e um anel de esmeralda, pronto, acabou. Ela com seus cinquenta e tantos ficou uma mulher jovem e maravilhosa.

O seu blog é o que nunca nos falte, pra você o que não pode faltar?

Paz. Eu não ando muito em paz, eu sou meio assim, pego em seis estações ao mesmo tempo. Mas paz, paz, paz sempre. É meu maior valor, se eu puder desejar no réveillon, no aniversário de alguém, sempre é paz.

 No seu blog tem uma frase que é: “eu tenho todos os gêneros dentro de mim. Hoje, por exemplo, não estou nada discreta”. Hoje você não está nada…

Hoje estou procurando ser um pouco neutra porque eu tenho que incorporar alguns papeis, que eu não sei quais são, a Paty meio que falou, eu confio totalmente no trabalho dela. Mas hoje eu tô um pouco neutra, deixa pra incorporar. Eu tenho muito essa coisa da camaleoa que você falou, eu tenho muito essa facilidade, eu mudo de cor conforme o ambiente. A gente representa papeis o tempo todo na vida da gente, uma hora a gente é mãe, outra hora a gente é amigo, outra hora a gente é amante. Então eu tô um pouco neutra hoje, mas com direcionamento, eu sei que é uma coisa meio street e que tem poder, então vamos incorporar o poder pra essas fotos.

😛 2. Naty Graciano, vlogger e musa fitness

 Você é atriz, repórter, apresentadora e estudou comunicação. O que você ama em fazer comunicação?

Eu acho que esse poder de conseguir falar com o público, de chegar perto das pessoas. Eu acho que isso é o que mais gosto, você conseguir comunicar, falar, passar o que você está sentindo e também fazer com que as pessoas se aproximem de você por algo que você faz. É você ter o poder da fala e transmitir o melhor pras pessoas.

Você fez comunicação das artes e do corpo?

Fiz teatro.

Você sempre gostou, teve alguma coisa apresentadora?

Na verdade, eu queira ser atriz, queria fazer novela desde pequena. Então cursei teatro porque queria fazer novela, amava essa coisa do palco. Daí o jornalismo surgiu na minha vida depois, porque eu falei “não vai ser tão fácil eu conseguir fazer novela, então quem sabe eu sendo repórter eu não consigo chegar mais peto desse sonho”. Aí eu pirei sendo repórter, achei, falei “eu posso ser eu mesma” e fui nessa. Disso eu trabalhei na TV Tem, fiquei três anos no Revista de Sábado, então foi mérito de batalhar, ir atrás, falar com as pessoas, é até uma dica, se você quer alguma coisa pergunte, conheça as pessoas, fale que você precisa, que você quer, que você tá interessado, é sempre dessa forma.

E você foi repórter do CQC e seus vídeos tem um tom descontraído, mais humorado. Você sempre teve essa coisa do humor em você, é uma coisa que você gosta de fazer?

Na verdade, eu não sou humorista. Eu falo pras pessoas que, quando eu passei no CQC, foi até uma surpresa porque quando eu mandei meu material e me chamaram pro teste eu falei “nossa! ”, eu fiquei meio assim, porque eu não sou humorista, não é meu perfil, eu só sou uma mulher um pouquinho maluca, entendeu? Um pouco falo o que eu penso, quero falar falo, quero fazer a piada, no bom sentido, faço. Aí rolou e eu levo isso pra minha vida, não é ser humorista, mas é o bom humor, a espontaneidade. Eu levar sempre assim, das minhas legendas fazer coisas mais engraçadas que eu acho que tem a ver comigo e o jeito que eu falaria mesmo. Eu levo pra minha vida esse bom humor, essa coisa leve.

 Quando você descobriu e se apaixonou pelo mundo fitness?

Foi na época do Revista de Sábado ainda, eu achei que eu tava um pouquinho sabe, falei “nossa, eu tô com bração no vídeo, preciso dar um jeito nisso”. Aí eu já fazia academia, musculação, funcional, e uma amiga minha falou “você já ouviu falar do crossfit? Emagrece rápido”, e quando falam essas duas palavras juntas, né? Falei “vou agora pra lá”. Fiz uma aula e pirei, não porque eu falei vou emagrecer, mas porque realmente foi desafiador. No começo eu fui muito com essa cabeça “preciso emagrecer, então eu vou procurar algo”, mas aí você faz e vê que é desafiador, tem a competitividade, o treino é diferente, não tem aquela coisa monótona, não precisa ficar na esteira. Então mexeu muito comigo, fez muito bem pra minha cabeça, pro foco, pra você se concentrar, melhorar você mesmo. Aí eu viciei. Faz 2 anos que eu faço crossfit. Nos primeiros oito meses, eu falei “gente, eu quero abrir um box de crossfit na minha cidade do coração que é Sorocaba”.

Você é daqui?

Eu nasci em Jundiaí, vivi em SP e mudei pra cá por causa da TV Tem. Então é minha cidade do coração, eu quero ficar aqui pra sempre, amo essa cidade.Eu falei eu “vou montar, eu quero passar pras pessoas o que eu sinto quando eu treino, esse amor, esse desafio, as pessoas precisam conhecer isso”. Porque mudou minha vida, meu corpo mudou totalmente, minha forma física, minha alimentação, tudo.

E a partir você tem uma rotina regrada, tanto alimentação? Você treina todo dia?

Sim e eu treino todos os dias, às vezes eu nem faço descanso, treino de segunda a segunda. Aí eu fiz um descanso ontem, falo “acho que preciso dar  uma descansadinha”,  mas daí eu  descanso já quero treinar, fico mal, falo  “Ai! Será que não dá pra dar uma corridinha?”. É viciante, sabe?

E uma dor e uma delícia dessa rotina de exercícios, se é que você acha que tem alguma dor ou é totalmente prazeroso?

A dor na verdade é o treinamento mesmo, a dor do exercício que à vezes você fica depois. É uma dor que, ao mesmo tempo, é a dor e uma delícia. O treino é dolorido e, ao mesmo tempo, ele é bom porque eu sinto prazer, eu falo ”eu subi essa corda, eu tô levantando 60 k”, isso é legal do treino. Ao mesmo tempo em que você sente dor é prazeroso porque você está se superando.

 Pra complementar…

Eu tenho um canal do Youtube voltado pra minha healthy life, minha vida  fitness. Chama Natyvidade. Na verdade é youtube.com/natygraciano, mas eu coloquei o nome de Natyvidade que é tudo que eu faço, minha vida. Tudo que tem no meu canal e sobre crossfit, minha alimentação, as pessoas querem saber o que eu como, como faz pra ficar com a perna definida, como eu fiz pra minha barriga ficar mais forte, então tem dica de treino, alimentação, tem meus vlogs também, coisas que eu gosto de fazer, uns bate papos com minha vó de 90 anos  que eu amo, tem várias coisas no meu canal que eu acho que as pessoas que tão procurando descontração pra dar um pouco de risada, mas também algumas dicas, lá é o lugar certo.

😛 3. Carla Kawamoto, mãe e poderosa

Conta um pouco sobre seu dia-a-dia, se você tem uma rotina regrada, alimentação, exercícios, como é? Quem é a Carla?

A Carla é mãe, é esposa, tem um dia-a-dia como uma pessoa comum e eu não faço nenhuma dieta em especial, só cuido da alimentação em casa. Fitness, fitness eu não sou, mas eu gosto bastante de pilates e agora também eu comecei a fazer aula de dança, de jazz funk. Porque eu gosto de coisas diferentes. Musculação, essas coisas assim não me atraem muito, é muito monótono, eu gosto de coisas diferentes, macaquice mesmo, que pula pra cá, pula pra lá.

Um segredo pra ser mais bonita

Estar de bem com você. Olhar no espelho todos os dias e falar assim “eu sou linda, eu sou bonita, eu gosto de mim, sou perfeita. Eu sou uma mulher incrível!”, te torna mais bonita.

Na hora de se vestir, o que te deixa mais confortável?

Roupa confortável. Eu adoro um tênis, eu não gosto de nada que me aperte, que seja curto. Pode ser curto, mas que eu não tenha que ficar arrumando.

E o que te faz se sentir poderosa?

Poderosa? Deixa eu pensar? É uma pele e um cabelo lindo.

E o que é um cabelo lindo?

É um cabelo penteado (risos). Um cabelo bem cuidado, brilhoso, cabelo estragado não dá. E ser saudável.

E seu estilo, como você definiria?

Moderna. Confortável, mas estilosa ao mesmo tempo.

O que tem inspira?

Eu tenho estilo próprio. Em caso de foto eu me inspiro sim, mas pra me vestir, cabelo e maquiagem eu não me inspiro em ninguém. Eu acho assim, não é porque tá todo mundo usando uma coisa que eu vou usar. Se eu acho que não combina pra mim eu não uso. Procuro adaptar ao meu estilo e valorizar o que tenho de melhor.

Você comentou que é mãe. Qual a dica pra ser mãe, dar conta da rotina, cuidar dos filhos e continuar maravilhosa?

Ser amiga filha. Minha filha tem 13 anos, eu trato ela de igual. Mesmo estilo de roupa, mesmo estilo de cabelo. Eu acho que tem que ser parceira do filho, se você não for parceira do filho não vai pra lugar nenhum, porque você não consegue impor respeito se você não for parceira dele. Você tem que falar a mesma linguagem. Gosto do Justin Bieber, Selena Gomez, vou em tudo com ela, grito, vou de camiseta, coloco a faixa do Justin Bieber e faço até coreografia.

😛 4. Micheli Fernandes, influencer e fashionista

Conta um pouco da sua trajetória como influencer. Foi algo planejado ou foi algo que aconteceu espontaneamente?

Não era nada planejado, eu trabalhava em outro setor que não tinha nada a ver com moda, cursei marketing, também não foi moda. Meu noivo na verdade abriu uma loja de roupas, ele que teve interesse em montar e, a partir da loja, eu comecei a fazer fotos pra própria loja mesmo, na época era no facebook, a gente postava as fotos lá e as clientes iam comprar. Eu fazia as fotos e as pessoas foram me conhecendo, não como Michele, como a menina que tirava as fotos. Aí eu fiz meu instagram e comecei, além de postar os looks da loja, a postar os meus e falava “meu look do dia, combinei isso com isso” e a galera começou a gostar muito. Foi uma época que o instagram começou a bombar, foi bem no comecinho. Começou a galera a pedir pra eu fazer blog, aí eu montei um blog, hoje nem existe mais, porque eu não consigo atualizar. Foi surgindo assim, não era nada  esperado.

 E você sempre teve uma relação com moda, mesmo que de uma forma indireta?

Isso. Mas na minha forma, não tinha estudado nada pra isso e aconteceu.

O que você mais gosta de trabalhar com moda?

Eu gosto fotografia, da produção, eu gosto de montar os looks. Eu não gosto de ter um estilo definido, eu gosto de acordar e falar “hoje eu quero sair assim”, então a produção pra mim é demais.

Você fotografa pra várias marcas, looks incríveis. Mas qual seu estilo?

Eu vario muito de época, eu enjoo muito fácil das coisas e gosto de outras muito rápido. Então, tem uma época que eu to só no jeans, sou mais básica pra me vestir, se eu for sair é mais jeans despojado, tênis, amo tênis, uma camiseta ou um cropped, pra sair mesmo eu sou mais básica.

Uma mania fashion? Tem alguma coisa que você não vive sem, é essencial?

É tênis mesmo, eu gosto muito. Tênis branco ainda, é minha paixão, adoro.

O que te inspira? Tem alguma referência, algum outro instagram ou celebrity?

Do Brasil tem muitas que eu gosto de seguir, mas as referências principais que eu mais gosto eu pego de fora, eu sigo muita blogueira gringa e adoro os looks delas, as inspirações, acho que elas têm muita atitude, então eu gosto de pegar isso. Tem o @sincerelyjules, a Julie, tem várias que eu gosto muito.

E pra você, o que é ter estilo?

Ter estilo é você ter atitude. Primeiramente, se sentir bem, colocar algo e gostar daquilo.

E pra quem quer ingressar nesse universo? Uma dica, conselho pras meninas

Hoje surgiram muitas insfluencers. Eu acho que você tem que fazer alguma coisa que você se destaque, com sua característica, as meninas hoje, por mais que elas vistam mil looks por dia, postem tantos looks, você tem que ter sua característica naquilo. Eu visto várias roupas, mas é a Micheli que está ali, isso faz a diferença.

Letícia Sayuri
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