Verdade, pra que te quero?

No mês do ataque às torres gêmeas, para quais não faltam suposições adversas, a gente relembra algumas das teorias da conspiração envolvendo celebrities que nos deixam dúvidas. POR Fabiana Nascimento FOTOS Reprodução

A morte misteriosa de Brittany Murphy

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Nada em Hollywood causa tanto furor como as mortes inesperadas de celebridades. Um dos casos mais controversos nos últimos anos tem a ver com a jovem atriz Brittany Murphy, cuja morte sacudiu Hollywood em 2009. Murphy faleceu aos 32 anos de idade, devido a complicações relacionadas à pneumonia combinada com uma alegada utilização de narcóticos. Será? Cinco meses após sua morte, seu marido, o roteirista britânico Simon Monjack, também perdeu a vida, estranhamente, pelas mesmas causas.

Desde que ocorreu a tragédia, nem todos estão satisfeitos com as explicações dos médicos sobre o assunto, inclusive o pai de Brittany, Angelo Bertolotti que, anos depois da morte, pediu uma nova análise do nível de toxinas nos órgãos do casal falecido, deixando a história ainda mais assustadora. A análise demonstrou que o corpo da atriz continha altos níveis de traços de metais, geralmente presentes apenas em pesticidas e químicos usados em inseticidas. Tanto Bertolotti, como muitos outros, suspeitam que uma das responsáveis pela morte da atriz é a própria mãe, Sharon, que caso tivesse chamado a ambulância 24 horas antes, poderia ter salvo a vida da filha. O pai também diz acreditar que Brittany e o marido podem ter sindo vítimas de terceiros, já que falavam abertamente alguns meses antes de suas mortes, que estavam sendo seguidos e observados.

Em 2014 foi lançado o filme “The Brittany Murphy Story” que investiga a vida e as circunstâncias misteriosas da morte da atriz. Angelo Bertolotti classifica o filme como “hediondo e completamente falso”. Como se não bastasse, Brittany possui ensaios bastante simbólicos que são utilizados como supostos indícios de que ela foi assassinada por uma suposta “elite que controla a indústria do entretenimento”. A foto abaixo de Brittany faz alusão a um ritual ocultista.

Avril (falsa) Lavigne

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Desta você, provavelmente, já ouviu falar. Uma das teorias mais conhecidas, pelo menos no Brasil, é que a cantora canadense Avril Lavigne morreu logo no início de sua carreira, em meados de 2004. De acordo com o blog “Avril está morta”, ela cometeu suicídio e foi substituída por uma sósia, que deu sinais da substituição pelo resto de sua carreira. As postagens no blog foram feitas em 2011, mas a história chegou no exterior apenas no início de 2015 após uma reportagem do site americano “Noisey” e se espalhou pela gringa como toda boa teoria da conspiração.

Existem vários sites e canais no YouTube que se dedicam a postar provas para comprovar a teoria de que Avril morreu. Os principais sinais apontam que a “impostora” tem uma voz diferente, um nariz mais afinado e até altura menor do que a Avril original. O segundo álbum da cantora, Under My Skin, que seria o primeiro da sósia, fala de solidão e desespero, algo interpretado pelos fãs como tristeza por ter abandonado sua vida antiga, uma forma de expressão ou um pedido de ajuda da nova Avril. Além disso, outras canções do mesmo álbum narrariam o suposto dia da morte da Avril real, que teria se suicidado enforcando-se em sua casa, sozinha. A letra de “Nobody’s Home” diz “ninguém está em casa, é lá que ela se deita quebrada por dentro”, enquanto a de “My Happy Ending” diz “não me deixe esperando numa cidade tão morta, pendurada tão alto numa corda tão frágil”.

Outra coisa diferente entre as duas versões das cantora seriam os gostos e estilo. No início da carreira, Avril fez declarações se opondo ao padrão das divas pop, defendendo seu estilo skatista e rebelde, mas do segundo álbum para cá, os figurinos ficaram mais coloridos, as letras mais ensolaradas e os shows mais coreografados. Foi a rebeldia que acabou ou o estilo da sósia que ganhou espaço? Medo!

Michael is coming back!

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Oficialmente, Michael Jackson faleceu em 25 de julho de 2009. Porém, fãs que se intitulam “MJ Truthers” (algo como “Defensores da Verdade do MJ”) mantêm comunidades online dedicadas exclusivamente às evidências de que o rei do Moon Walker está mais vivo do que nunca.

As primeiras teorias surgiram com o desaparecimento de gravações das câmeras da casa do cantor, logo após a morte. Depois ninguém sabia do paradeiro do corpo do óbito até o enterro, em 3 de setembro e, para completar, o caixão estava fechado, o que fez alguns acreditarem que estava vazio. Muitos afirmam que uma mulher loira que estava no funeral do cantor era o próprio Michael disfarçado.

Aliás, os fãs garantem que ele se cansou dos holofotes e está curtindo a vida adoidado. Desde 2009, eles têm postado no site “Michael Jackson Sightings” fotos de suas “aparições” ao redor do mundo. Mas as tentativas de provar que ele está vivo não param por aí: no ano passado, um selfie da filha de Michael, Paris Jackson, agitou a internet. Na foto, ela está no banco do motorista do carro e logo atrás aparece um vulto que os conspirólogos acreditam ser a sombra de Michael tentando se camuflar.

Marylin Monroe e seus três suspeitos

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Em cinco de agosto de 1962 a atriz foi encontrada morta no quarto de sua mansão, em Brentwood, e a causa da morte divulgada como overdose. Entretanto, muitas teorias alegam que sua morte foi encomendada. Primeiro porque a hipótese de suicídio perdeu forças quando pessoas próximas à atriz afirmaram que ela estava em uma boa fase, feliz com a vida pessoal e profissional. No dia da morte, Marylin foi encontrada pelo psiquiatra Ralph Greenson e pela empregada Eunice Murray, estes, porém, se contradisseram em vários depoimentos posteriores ao fato. Eles diziam ter descoberto o corpo em torno da meia noite, mas a polícia só foi informada às 4h e os dois se justificaram com motivos diferentes. Aliás, os primeiros policiais que chegaram à mansão estranharam alguns detalhes como o telefone na mão de Marylin e o frasco vazio de remédios, mas nenhum copo. Ela também estava deitada, linda e plena, como se estivesse dormindo, dando a impressão de um cenário montado. Então Marylin teria tomado 40 comprimidos à seco e não se contorcido de dor durante a overdose para que seu corpo estivesse tão arrumadinho na cama?

O médico legista que investigou o caso disse que isso não seria possível, além de constatar que não havia vômito no quarto. Na autópsia, também não foram encontrados no estômago resquícios de tinta amarela – cor da cápsula dos calmantes. Em meio à tantas evidências e relatos confusos surgem os suspeitos. O mais conhecido é John F. Kennedy, então presidente dos EUA, com o qual Marilyn manteve um caso. Em seu diário, que sumiu pouco antes da morte, ela teria registrado confissões de JFK sobre a Guerra Fria – inclusive um hipotético plano da CIA para matar o líder cubano Fidel Castro, acredita? O que poderia indicar que ela sabia demais e precisava ser eliminada. Outro problema para John Kennedy: a loura estava cada vez menos disposta a esconder o caso entre eles.

Curiosamente, a diva também se envolveu com o irmão do presidente, Robert Kennedy, que se tornou um suspeito quando, anos depois, Norman Jeffries, um dos empregados de Marylin, afirmou que viu Robert e dois homens com maletas pretas perambulando pela mansão no dia da morte da atriz. Segundo ele, às 21h30, o trio expulsou os funcionários e saiu uma hora depois. Não obstante, uma outra teoria que envolve Frank Sinatra diz que, durante um jantar com o cantor, Pat Kennedy e o mafioso Sam Giancana, Marilyn teria sido embriagada e estuprada por garotos de programa. Sinatra e Giancana teriam fotografado e prometido divulgar as imagens caso ela não se afastasse dos Kennedys. Segundo boatos, o ex-marido da atriz, Joe DiMaggio, que planejou o funeral de Marilyn, proibiu a entrada de Frank Sinatra e dos Kennedys no velório. Suspeito? Outro rumor diz que a máfia de Sam Giancana, a pedido dos Kennedys, teria assassinado a atriz introduzindo calmante no ânus dela não deixando, assim, marcas no corpo.

Apesar de todas as teorias, muitos ainda acreditam no suicídio, pois Marilyn já tinha tentado se matar outras quatro vezes, havia acabado de ser demitida do filme Something’s Got to Give e suas oscilações de humor eram famosas. Além disso, ela realmente tomava certos remédios pela via anal, o que explica a ausência do copo ou de vestígios das pílulas no estômago. E a overdose pode ter sido acidental, pois segundo Marilyn Monroe: A Biografia, pode ter ocorrido uma falha de comunicação entre Greenson e outro médico que tratava a atriz, Hyman Engelberg. O primeiro prescreveu hidrato de cloral e o segundo, pentobarbital. A mistura das duas substâncias pode ser fatal.

Elvis não morreu!

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Uma das mais antigas para encerrar com número cabalístico (hehe) diz respeito a Elvis Presley. Tecnicamente ele morreu em 1977, sendo encontrado morto em seu apartamento vítima de uma parada cardiorrespiratória. Porém, desde então, os fãs tentam provar que ele está vivo esse tempo todo. Há até vídeos e fotos tentando mostrar versões mais velhas do músico que estaria vivendo escondido sobre o pseudônimo Jesse. Muitos dizem que, no final dos anos 70, com a saúde comprometida e o vício em remédios, Elvis decidiu abandonar a carreira e, com o apoio do governo e FBI, teria forjado sua morte em troca de informações sobre o lado obscuro do show business, incluindo a delação de gente importante ligada à máfia. Assim, ele ganharia uma nova vida tranquila e anônima.

Os defensores da teoria afirmam que o cadáver velado, na verdade era um boneco de cera com feições estranhas já que o suposto Elvis parecia mais jovem e magro. O caixão, notadamente grande e pesado, abrigaria um sistema de refrigeração para não deixar a cera derreter. Outro argumento é o fato de Elvis ter servido o Exército e chegado ao posto de sargento e seu enterro não ter quaisquer pompas militares, o que era muito comum na época. O caixão sequer foi coberto com a bandeira dos EUA e para os conspirólogos, o pai do cantor teria recusado o ritual porque não era seu filho que estava sendo enterrado.

O atestado de óbito também levanta suspeitas. O nome está escrito de forma errada, Elvis “Aron” Presley – o correto seria Aaron, como foi batizado e está no túmulo. Já o peso do cantor consta como apenas 70 kg, sendo que ele certamente pesava mais. Há quem afirme que a caligrafia do documento é do próprio músico! Quer mais provas? Uma amiga do astro, Ellen Foster, garante ter recebido uma ligação dele em 15 de agosto, alertando-a para que não acreditasse no que iria acontecer nos dias seguintes. Mais bizarrices rolaram depois da “morte”: duas amantes do roqueiro teriam recebido cartas assinadas por ele, com apelidos carinhosos que só o casal conhecia.

Desde essa época, muita gente afirma de pés juntos ter visto o cantor por aí. As primeiras aparições foram na própria Graceland: uma fã registrou um suposto Elvis atrás de uma porta. De lá pra cá, ele teria sido visto na Argentina, nos EUA, em figuração no filme Esqueceram de Mim (1990) e até na posse do ex-presidente Barack Obama! Uma das tentativas mais bizarras de tentar comprovar a farsa da morte foi a de Bill Beeny, um ex-pastor de Kentucky que afirma ter amostras do DNA de Elvis vivo e do sujeito no caixão, e elas não conferem. Beeny publicou a teoria no livro Elvis’ DNA Proves He’s Alive. Agora só nós restam dúvidas, o rei do rock está vivo ou morto?

 

Fabiana Nascimento

Fabiana Nascimento

Chocolover, amante da natureza e da música. Escrever me traz liberdade.
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