A Rainha do Samba chegou!

Alcione se apresenta ao lado de Diogo Nogueira nesta quarta-feira (11) no Festival EU AMO SAMBA em Sorocaba, mas antes parou pra contar pra gente um pouco mais sobre a grande mulher por trás dos palcos. POR Fabiana Nascimento FOTO Marcos Hermes

Como Alcione Nazareth se tornou Marrom? Tudo começou lá atrás, com seus pais incentivando você a tocar alguns instrumentos que eles gostavam, não é? Qual foi o caminho trilhado até alcançar o sucesso cantando?

Meu pai era maestro de uma banda militar, no Maranhão. Minha família sempre foi muito musical, mas só pude me dedicar à música depois de me formar, e lecionar por alguns anos, em São Luís. Era a condição que meu pai impôs para me liberar para a carreira artística. Primeiro estudaria, lecionaria por dois anos. Daí, se ainda quisesse continuar com a mesma ideia de vir para o Rio e me tornar profissional, estaria liberada. Foi o que ocorreu.

Como surgiu o projeto EU AMO SAMBA?

É um projeto com o qual me identifiquei logo, por óbvias razões…e meu parceiro nesta empreitada é um talentoso jovem que vi nascer. Diogo Nogueira é quase um filho pra mim e é muito querido por toda a minha família. Não tinha como não dar certo. O projeto, que reúne dois artistas, cada um fazendo o seu show, é uma ótima opção para o público que gosta de boa música.

Apesar do Samba possuir origens cariocas, como ele está sendo recebido pelo público do interior paulista? Qual a expectativa para esse show inédito em Sorocaba?

Cada local do Brasil tem seu sotaque, seu jeitinho de interpretar o gênero. Mas o samba é patrimônio nacional, está no coração dos brasileiros. E em SP não é diferente.

Com o feminismo em alta, como foi para você participar do DVD Elas Em Evidências de Chitãozinho & Xororó? Acha que o trabalho pode ser considerado um avanço para o sertanejo?

As mulheres estão em alta, também no sertanejo. E já era hora porque temos cantoras e compositoras talentosíssimas especializadas neste estilo musical que está em todos explodindo em todo o território.  Roberta Miranda, lá atrás, já tinha mostrado a que veio…ela e tantas outras precursoras. A mulherada tá demais, arrasando mesmo.

E sobre o Rock in Rio? Qual foi a emoção de subir pela segunda vez no palco do maior evento musical brasileiro?

É uma emoção indescritível ver aquela multidão cantando e dançando com você. É o templo do Rock mas, certamente, o samba e tantos outros ritmos também já conquistaram seus espaços naquela festa linda que, felizmente, transcorreu no maior clima de paz e amor.

Aliás, o que você gosta de ouvir além do samba? Qual sua percepção sobre a música brasileira atual?

Gosto de música, independentemente do estilo. Cantou samba, MPB, jazz, bolero…o que me interessa é se a canção me emociona, me arrepia.

Nesta fase da sua vida, já consolidada pelo povo como a Rainha do Samba, você ainda tem sonhos profissionais que queira realizar? 

Claro! Tenho sempre projetos e, aliás, com este novo DVD “Alcione Boleros”, acabo de realizar mais um dos meus sonhos.  O álbum e a turnê “Boleros”, que estou fazendo paralelamente ao projeto “Eu amo Samba”, está me proporcionando uma alegria imensa e o meu público está amando. São hits românticos, clássicos de um estilo que não sai de moda, e um punhado de canções antológicas que aprendi ainda na adolescência, no Maranhão. E tem canções mais novas, inéditas, e até que ganharam arranjos mais abolerados.

Como é a Alcione por trás da Marrom? 

Uma pessoa normal, comum, que adora ficar com a família, passear, ver TV, receber os amigos…

Soubemos que você gosta muito de cozinhar! Qual seu prato predileto? Poderia compartilhar uma receita com os leitores da Be?

Arroz de cuxá, torta de caranguejo, frutos do mar, a comida típica de minha terra… Mas agora, com a dieta, diminuí quantidades e tive que cortar alguns alimentos, como açúcares e refrigerantes…

Gostaríamos de saber qual a sua relação com a moda, o que você gosta de vestir no dia a dia, dentro e fora dos palcos, e como você lida com o fato de ter lançado/ influenciado moda durante sua carreira de sucesso.

Na verdade, eu nunca fui escrava da moda, até gosto de usar modelitos que têm a ver comigo, mas não sei se influenciei alguém. Porém, gosto do que uso e, inclusive, até dou muito palpite na confecção, pois tenho que estar feliz dentro da roupa.

Por fim, prestes a comemorarmos o dia das crianças, você tem alguma boa lembrança da sua infância para compartilhar conosco?

Minha infância foi pobre, porém muito criativa, porque fabricávamos nossos brinquedos como, por exemplo, bonecas de pano. Meus irmãos faziam carrinhos de rolimã, enfim, nos divertíamos pra valer.

Fabiana Nascimento

Fabiana Nascimento

Chocolover amante da natureza e da música. Escrever me traz liberdade.
Fabiana Nascimento

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